Descrição:
Esta dissertação analisa a obra ficcional do autor galês Raymond Williams
(1921–1988), em diálogo com sua produção teórica, com foco nas relações entre as gerações de personagens do conjunto formado pelos romances: Border Country (1960), Second Generation (1964) e The Fight for Manod (1979), além das versões não publicadas desses romances. A pesquisa parte da hipótese de que a literatura ficcional de Williams constitui uma extensão de suas reflexões críticas, funcionando como espaço de reflexão acerca de questões familiares, sociais e históricas. Para elaborar tal proposta, a presente dissertação discute a gênese e a dimensão pessoal dos romances de Williams, assim como o papel do personagem Matthew Price no conflito entre tradição e mudança. Por meio deste embate vivido pelas gerações dos romances, desenvolvemos a análise dos conceitos de “geração” e “experiência”, propondo a noção de um fluxo de experiências marcado por continuidades, rupturas e
silêncios advindos, principalmente, da contínua experiência coletiva da guerra, que conecta e divide gerações. Ao final de nossa análise, apresentamos ainda traduções de trechos dos romances, bem como nossa tradução integral do romance principal, Border Country, ainda sem tradução oficial para o português.