Descrição:
O câncer de bexiga (CB) é a neoplasia maligna mais comum do trato urinário e um dos cânceres mais prevalentes em todo o mundo. Como o prognóstico geral do CB não mudou nos últimos 30 anos, há uma necessidade médica premente de desenvolver novas abordagens diagnósticas e terapêuticas. A imunoterapia com Bacillus Calmette-Guerin (BCG) é a forma mais eficaz de terapia intravesical para a profilaxia da recorrência e progressão do câncer de bexiga não-músculo invasivo (CBNMI). Contudo, a imunoterapia com BCG está frequentemente associada com efeitos adversos locais e/ ou sistêmicos, incluindo sepse, além de recorrência tumoral em até 40% dos casos. Embora a cistectomia seja o padrão-ouro para o tratamento dos casos irresponsivos ao BCG e dos tumores músculo invasivos (CBMI), esse procedimento acarreta mudanças significativas de morbidade, mortalidade e qualidade de vida. Em consonância ao cenário atual, nosso grupo de pesquisa desenvolveu a Fotobiomodulação (PBM) associada ao tratamento com BCG, com grande relevância e potencial terapêutico para resultados positivos no tratamento oncológico, em especial do CBNMI. A PBM é uma forma de tratamento composta por três elementos não-tóxicos, fotossensibilizador, oxigênio molecular e luz em comprimento de onda específico, para a produção de espécies reativas de oxigênio, particularmente o oxigênio singlete como uma espécie citotóxica. Considerando uma abordagem poupadora da bexiga, a PBM pode ser usada no tratamento de pacientes com CBNMI associado ao BCG, com intuito de melhorar a modulação das vias canônicas e não-canônicas dos receptores toll-like (TLRs). Ainda, não há estudos que investigaram o tratamento concomitante da PBM nas vias canônicas e não-canônicas dos TLRs em melhorar as respostas do BCG no CBNMI. Portanto, esse projeto objetivará avaliar o potencial terapêutico da associação da imunoterapia com BCG e fotobiomodulação (PBM) no tratamento do CBNMI quimicamente induzido em ratos, bem como investigará os possíveis mecanismos de ação dessa associação no funcionamento de fatores e vias de sinalização interrelacionadas e implicadas no complexo microambiente da carcinogênese urotelial da bexiga urinária, constituindo um panorama informativo sobre o perfil da resposta inflamatória/ imune frente ao tratamento.