Descrição:
O objetivo do estudo foi investigar o impacto do aumento da força relativa máxima nos ganhos de potência de um programa de treinamento pliométrico. Além disso, comparamos os ganhos de potência entre indivíduos mais fortes e mais fracos (de acordo com o nível de força relativa), verificando se os mais fortes apresentam maiores ganhos. Trinta e três participantes com experiência em treinamento de força foram divididos em dois grupos conforme os valores de força relativa no agachamento: grupo FORÇA (3 semanas de treino de força + 5 semanas de pliometria) e grupo PLIOMETRIA (8 semanas de treino de pliometria). Foram avaliadas a altura dos saltos verticais (salto em profundidade e com contramovimento) e o teste de uma repetição máxima (1-RM) nos momentos pré, três e oito semanas após as intervenções. Testes t foram utilizados para amostras independentes e para a comparação da diferença percentual entre os momentos de avaliação. O nível de significância adotado foi de p < 0,05. Os resultados indicaram que incluir um período de força máxima antes do treino pliométrico (grupo FORÇA) não resultou em maiores ganhos de desempenho nos saltos comparado ao treino pliométrico isolado (grupo PLIOMETRIA), apesar do maior aumento da força relativa. Além disso, indivíduos mais fortes no grupo PLIOMETRIA não apresentaram ganhos superiores aos mais fracos, sugerindo que maior força relativa inicial não trouxe vantagem adicional. Conclui-se que, embora o treino de força tenha aumentado a força relativa, isso não se traduziu em ganhos adicionais no desempenho dos saltos pliométricos.