O contexto de tríplice fronteira tem possibilitado o contato linguístico entre Brasil – República Cooperativa da Guiana Inglesa – Venezuela. A crise migratória iniciada em 2015 trouxe para o Brasil um número significativo de imigrantes, que vêm modificando o cenário linguístico roraimense, especialmente no que se refere às línguas sinalizadas. Desse modo, migrantes surdos da Venezuela, usuários da LSV – Língua de Sinais Venezuelana, passam a ter contato frequente e sistemático com a Libras, o que configura uma situação de contato entre línguas de sinais (unimodal sinalizado), nesta região. A possibilidade de documentação e análise desse contexto pode fomentar discussões acerca dos fenômenos linguísticos associados a situações de contato linguístico, como empréstimos e emergência de pidgins. O contato com os surdos venezuelanos tem sido feito pela aluna Alessandra Pedrozo da Cruz no âmbito das ações desenvolvidas pelo “Programa de Extensão Mais Libras” e o “Extensão Não se Cale, Sinalize”, da Universidade Federal de Roraima, assim como em escolas estaduais em que surdos imigrantes estão matriculados
Vídeos:
Entrevista semiestruturada
Entrevista sociolinguística
Coleta – Haifa Clips
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Processo 2022/05962-4