Descrição:
Nesta pesquisa, as construções, seja no desenho, na calcogravura, seja na pintura, propõem indagações sobre as fronteiras que delimitam a ideia dos drapeados e da paisagem. Os movimentos de observação, registro e experimentação ocorrem no interior e no exterior, nas páginas dos tratados, nos ensaios teóricos, na história da arte, nos museus, na natureza, no ateliê. O distanciamento e a viagem são os métodos de observação, enquanto a fotografia serviu de registro e referência na pintura. Esta tese se delineia nesses movimentos internos e externos que ora elevam mantos, nevoeiros, matas, ora se estendem em campos de diferentes temperaturas e densidades. Quando esta produção se iniciou, em meados de 2014, não havia uma certeza sobre seu desdobramento, que ocorreu ao longo da pesquisa. Todo movimento pode ser dobra ou desdobramento. Sendo assim, a produção visual e a construção textual ora se detêm no presente, na ação, ora buscam nas fontes históricas e culturais, nos ensaios estéticos, os fundamentos de tais movimentos, dos drapés, plis, da gênese da paisagem na história da arte. Entre o manto e a paisagem, pode haver um ponto de inflexão, que faz diluir as fronteiras entre o que se dobra e o que se estende como um grande movimento ondulatório.