Descrição:
<h1>Metadados da Tese de Doutorado</h1>
<p><b>Intitulada:</b> Apologia da História em tempos digitais: redes americanistas nos Congressos Internacionais de História da América (1922-1937).</p>
<p>Os arquivos correspondem às bases de dados construídas a partir de acervos históricos digitalizados, como:</p>
<ul>
<li>Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</li>
<li>Academia Nacional de História da Argentina</li>
<li>Biblioteca Brasiliana da USP</li>
<li>Biblioteca de Obras Raras da UFRJ</li>
<li>Instituto Ibero-Americano de Berlim</li>
<li>Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional</li>
</ul>
<p><b>Ferramentas e códigos desenvolvidos na tese estão disponíveis em:</b>
<a href="https://github.com/alessonrota/Ferramentas-tese-de-doutorado" target="_blank">https://github.com/alessonrota/Ferramentas-tese-de-doutorado</a>
</p>
<h2>Resumo:</h2>
<p>A tese analisou a atuação da rede intelectual estabelecida a partir do <b>I e II Congresso Internacional de História da América</b>, realizados entre 1922 e 1937. A rede foi responsável pela produção de ideias americanistas com o objetivo de escrever a história do continente.</p>
<p>Como resultado das conexões estabelecidas, foram realizadas conferências, publicações em revistas e traduções de livros que dialogaram internacionalmente com as configurações disciplinares da escrita da história e com as avaliações da política internacional.</p>
<p>A política, entendida como produção cultural, foi uma das principais marcas da rede de intelectuais americanistas, que se engajou em projetos de relações exteriores, repercutindo diretamente nos países envolvidos e alterando a dinâmica dos atores participantes. O confronto entre o nacional e o internacional ocorreu nas políticas internas de cada país, em um cenário de crescente autoritarismo, que coexistia com dispositivos liberais e de soberania evocados nas Conferências Internacionais Americanas.</p>
<p>O percurso analítico sobre o papel da intelectualidade na construção de uma transnacionalidade intercontinental mediante a escrita da história foi acompanhado por reflexões sobre o uso de tecnologias digitais na pesquisa histórica.</p>
<p>Linguagens computacionais foram mobilizadas para explorar acervos digitais, desde mapeamentos simples até a construção de sentidos complexos, utilizando aprendizado de máquina. Esse caminho introduz uma nova prática de história digital.</p>
<p>Ao comparar a configuração da disciplina da história, que adquiriu importantes características nas primeiras décadas do século XX, com o uso de linguagens computacionais para a escrita da história, a tese conclui que as transformações digitais ainda não são capazes de modificar a especificidade da escrita histórica.</p>