Descrição:
O projeto de investigação tem como foco a emergência e o uso de recursos e instrumentos técnico-semióticos que medeiam a atividade de ensino de professores alfabetizadores e propõe analisar como os alunos se apropriam dos recursos disponíveis em sala de aula, convertendo-os em instrumentos psicológicos. Assim, problematiza a relevância dos instrumentos técnico-semióticos para o desenvolvimento psicológico e busca compreender os processos de gênese instrumental partilhados entre professores e seus alunos, durante o processo de alfabetização em língua escrita, considerando especialmente o período de (pós)pandêmico. A partir das contribuições da perspectiva histórico-cultural, dos estudos de linguagem e estudos sobre trabalho, o projeto tem como objetivos centrais: (i) analisar como os recursos e instrumentos técnico-semióticos que organizam as relações de ensino/ trabalho do professor podem se converter em instrumentos psicológicos para os alunos; (ii) discutir como, além das funções da escrita articulada às práticas sociais, o domínio da escrita pode implicar transformações profundas e radicais nos sistemas funcionais psíquicos. O processo de construção dos dados empíricos prevê o acompanhamento de professores e alunos nas séries iniciais do Ensino Fundamental de escolas da rede pública de ensino, por meio do acompanhamento dos professores que participam da rede colaborativa de pesquisa e por meio de observação participante, entrevista e análise documental, realizadas de forma remota ou presencial, conforme as condições sanitárias. Com a discussão acerca das práticas de alfabetização em tempos de (pós)pandemia, a proposta pretende contribuir para a discussão de políticas e práticas pautadas na qualidade socialmente referenciada da educação pública. Há restrições para o compartilhamento da totalidade dos dados, dada a necessidade de garantir a privacidade, confidencialidade e não identificação dos sujeitos participantes. Para mais informações, contatar o responsável.